quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Dosagem

O importante é a dosagem.
Do fantástico ao decepcionante...
a dosagem!
Do bom humor à agressividade..
a dosagem!
Dosagem de que não sei, mas de tudo um pouco
Tudo é composto por doses das coisas mais variadas
e muitas doses de umas, com poucas doses de outras... pode causar um estrago!
Pena não poder medir em litro, kg, metro ou decibel..
E é fatal,
porque não existe balança para a dosagem de atitudes ou falas
só se sabe que o peso é muito quando já não se pode carregá-lo

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Improvável

O Homem - ou o que já havia dele - evolui para Homo sapiens sapiens! Atenção para o ''sapiens''. E então, todos os que se incluem nessa espécie concordam com um modo de vida: a civilização. Não.
Nem todos concordam. ''Quase todos então..'' - nos é sugerido - pois quantos são os que vivem fora dela? Pergunte a uma pessoa se ela sabe o que é civilização (ou sinônimo).  
Acredito,então, que a pessoa:


1. saberá e responderá
2. não saberá, mas responderá logo que lhe for explicado em sua lingua nativa
3. saberá o que é, mas não terá condições de fornecer sinônimo ou explicação precisa
4. não saberá reconhecer, mas terá conhecido
5. não entenderá o termo em nenhuma língua
6. não entenderá em nenhuma língua  porque o termo não pode ter significado já que para o sujeito inexiste


Os 5 primeiros casos ainda situam o sujeito no ambiente ''civilização''. O que difere o sujeito de um caso do de outro é a nacionalidade, a escolaridade (se houver), o modo de vida.. Mas ainda sim, todos estão contidos num mesmo padrão, mesmo que nele alguns se encontrem à margem. E se se encontram à margem supõe-se que lhes é difícil desenrolar o nó e partir para algo que não os sufoque. Mas e quanto aos outros, tirando essa parcela à margem e a pequena parcela que por algum motivo (e possivelmente por tradição ou acaso) está representada pelo sexto ítem? Os demais concordam com o que temos?
Parece improvável.
Homens sapiens sapiens num consenso de bilhões?!

Waking Life!

Aaaa! Um amigo que leu o blog me indicou este filme: ''Waking Life'', pelo fato de um dos meus posts o lembrar de uma das cenas. Incrível como me identifiquei com a linha de pensamento da personagem. É uma mulher que fala ao protagonista sobre o fato de ser essa ligação entre os pensamentos, à qual me referi em alguns posts, o que procuramos a vida toda. Enfim, a cena merece ser assistida. Não só ela mas o filme todo. Não vou mencionar as outras porque quero que as vejam. É até estranho saber que nunca vi o filme antes porque me sinto totalmente influenciada por ele.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Um Outro Caminho

Diversos fatores podem nos desmotivar e cair sobre nós como um aglomerado. E esses fatores distintos, mesmo quando somados, podem ser notados independentemente, ainda que não sejamos capazes de apontá-los com precisão. Temos sempre indícios, não necessariamente factuais, feitos de lógica, mas também sensitivos. Somos capazes de notar o que compõe essa desmotivação não só pelo raciocínio e pelo autoconhecimento de nossos gostos, opniões, valores, etc. Acredito que seja possível um outro caminho, o de se dar conta da desmotivação através da constatação de um estado nosso, não físico o suficiente para revelar-se a outros com clareza médica nem subjetivo o suficiente para dizermos que não os sentimos com o corpo. Façamos um teste: diante da próxima sensação forte que tivermos, que parecer atingir o corpo interiormente e gerar questionamentos de outros como: o que você tem? Voltemo-nos para nossa própria sensação antes de buscar motivos para elas e achemos os motivos nelas, ao invés de encaixarmo-nas nos motivos por nós pressupostos.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Auto-afirmação

Se você fosse uma ameixa, sairia dizendo que é?
Parece não haver necessidade.
Se eu estivesse na feira e a ameixa dissesse '' Olha, eu sei que sou ameixa '' não a compraria. Ficaria desconfiada. Levaria a vizinha ou mesmo um pêssego.
A gente sabe quando uma ameixa é ameixa. E até pode não identificar, mas isso ainda a faria mais ameixa do que quando ela se auto-legenda: AMEIXA, Fruta.
As ameixas desejam ser postas na parte das ameixa e não na dos abacaxis. É natural. Mas em certas situações não precisam lembrar que nasceram ameixas, ou que se tornaram com o tempo e que isso as distingue de outras frutas...  As pessoas vão perceber que ela é uma ameixa.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O Extremo Além das Extremidades

Às vezes devemos ferir a lógica para nos adequarmos à poesia
tal como infringimos o português para que a letra se encaixe na melodia
Não que rimas devam ordenar conteúdo
mas que nos permitamos construí-las

Ajamos de modo equilibrado, mas sem exageros
Uma dose pequena de desequilíbrio também é moderação

Mas então, ser equilibrado por demais pode fugir à moderação, tal como radicalismos?
É... parece que sim.

Um indivíduo rigidamente equilibrado (o que implica o oposto) pode se equiparar a um hipocondríaco, com a diferença de que o hipocondríaco é visto como excessivamente zeloso. Assim, colocamo-no em um dos extremos. O outro, fazendo a correspondência, pode ser representado por um indivíduo pouco ou nada zeloso com relação à saúde. Alguém que beba com frequencia, ouça música no último volume, se drogue e se alimente mal. No entanto, estaria um indivíduo extremamente equilibrado no centro desse segmento, que possua as duas extremidades mencionadas? Um indivíduo que se alimenta devidamente, tomando as precauções necessárias para manter-se em forma, que beba doses muito bem medidas e que não se drogue, porque isso em pequenas medidas ainda não foi considerado equilibrado, se adequaria perfeitamente à posição de meio de segmento, pensando que essa posição representa a menor tendência a extremos? A primeira vista pode parecer que sim, mas a partir do momento em que esse indivíduo exige de si sempre a medianidade, compromissando-se a alcançá-la, negando-se a fugir dela, torna-se um hipocondríaco. Pense nesse indivíduo que se recusa fugir da medianidade. Precisa dela, de suas condições ideais. Aceita o mediano acreditando piamente em sua eficácia. Mas o mediano assim o é por convenção. Manter-se nesse mediano convencionado pode impedir o questionamento dele próprio. Mas até aí, enquanto podemos concretizá-lo, com exemplificações reais, ele não passa de mediano. Isto é, parece pouco inofensivo. Minha intenção quando digo ''manter-se nesse mediano'' é a de me aproximar de uma pontualidade, a meu ver virtual. Não estou pensando no que julgamos mediano diariamente. E aí meus exemplos são falhos porque não puderam sair do usual. Mas sair completamente, seria abstração. E não consigo escrevê-las puras, apenas cogitá-las, virtualizá-las quando levo meus exemplos a ... extremos!
Retomando, quero dizer que o moderado nunca será pleno, porque fazê-lo pleno é fazê-lo pontual, e fazê-lo pontual é torná-lo rigidamente mediano ou então, mediano ao extremo. Isso mesmo, mediano ao extremo. Desse modo podemos buscar o mediano, mas não creio que seja válido buscá-lo como plenitude. Não quis descrever o indivíduo que bebe regularmente e não fuma como extremista. Ele ainda é moderado. Mas se isso se estende a todo o seu comportamento, rigidamente, se isso se torna meta e se ele age sempre de modo a cumpri-la, não poderá alcançá-la. Paradoxalmente, a busca por essa pontualidade afasta o indivíduo dela.

Sei que fugi completamente ao problema das abstrações, mas já não sei se tudo aquilo faz sentido. Talvez amanhã isso não faça mais.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Contradição

Tá... estagnei novamente. Tento buscar novos exemplos e quanto os tenho vejo que estendi meu pensamento a nada. Pensei na palavra ''limite'' como exemplo e em seu entendimento a partir de situações conhecidas por nós. Isto é, só entendemos ''limite'' porque vivenciamos ou presenciamos - o que nos remete a ver e a ouvir, entre outros sentidos - situações que o contêm. Só entendemos ''limite'' a partir do que já foi construído de sensorial sobre esse conceito. Portanto, mais uma vez o que nos faz entender''limite'', extremamente abstrato porque extremamente amplo, é sua visualização.
E então, qual o problema disso?
Se generaliza. Sempre chegaremos a essa conclusão. Mesmo com a mais concreta das palavras, como cadeira. Entedemo-na porque a conhecemos. E não era isso o que buscava. Buscava exemplificações de noções abstratas a ponto de não as entendermos sem construções imagéticas ou sonoras de nossa parte. Mas afinal, o que não exige tais construções?

segunda-feira, 29 de março de 2010

Arriscando/riscando um Percurso

Começei ''determinando'' uma meta e objetivando esclarecer uma questão enigmática até mesmo para mim. A meta ficou muito distante e assim não postei mais. Vou reduzí-la então. Sem grandes objetivos e até mesmo com alterações. Talvez ela deixe de existir.
O que pretendia na verdade é mostrar o quanto o grau de abstrações das coisas pode ser elevado, e o quanto nossas contruções sensoriais - percepções visuais e sensitivas, no geral - podem contribuir para que entendamos leituras e assuntos pouco concretos. Vi, no entando, que não posso exemplicar isso, porque me faltam exemplos, tenho apenas indícios fracos e exemplos talvez falhos. Vou valher-me, então, do que tenho.
Escrevi uma vez a seguinte expressão: ''Uvas explodindo em roxo''. Queria designar algo vívido e energético e não encontrei outro meio de descrevê-lo. Creio que se ouvesse descrito tal sensação somente com palavras, não seria tão eficiente. E assim, também creio que nós possamos a partir de uma descrição ineficiente e pouco concreta, configurar imagens para suprir tais deficiências da liguagem. A questão é que isso pode ser nítido ou não. E eu creio que não o seja em grande parte dos casos.
Quando alguém te descreve algo ilógico, como a fundição da mente para sua posterior expansão, querendo designar uma idéia, não captamos essa idéia se não a visualizarmos. O que seria essa fundição expansiva? Podemos até taduzí-la como uma super ocupação da mente com idéias densas e reflexivas que nos leva ao estágio final, no qual absorvemos informações e os resultados de nossas relfexões. No entanto, como traduzir essa frase sem visualizar algo? Vamos além das palavras. Claro, toda frase escrita vai além dela mesma. A linguagem não está fechada em si. Mas em alguns casos ela está muito mais dependente de nossas configurações sensorias
.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Exemplificação Postergada

Exemplificar construções sensoriais é uma tarefa extasiante. Falha, isso será sempre, mas atingindo-se um mínimo de significado para os que leêm, não se pode negar sua importância.
No entanto, não tenho um ponto de partida definido e sim , introduções redundantes.
A princípio, seria um fracasso não alcançar tais exemplificações. Mas talvez a redundância seja o melhor meio, nesse momento, de se abordar um indivíduo e preencher as lacunas que o impedem de visualizar a configuração de abstrações.

Introdução

Quando dúvidas ou idéias abstratas surgem, nada melhor do que ser compreendido. Passei a buscar espelhos dessas confusões, não mais respostas. Bastando que minhas impressões e incertezas fossem estendidas a outros para satisfazer-me. O mais realizador é atingir um nível de abstração elevado, no qual suas impressões, aparentemente intraduzíveis e individuais, ganham sentido a partir da compreensão do outro. E o mais instigante é que não se identifica essa compreensão através de uma aceitação, mas sim de novos questionamentos ou idéias que sigam uma linha ínfima de raciocínio.
O que as mantêm unidas então, se palavras por si só são insuficientes e demasiado concretas?
Impressões sensoriais, aparentemente nulas.